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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Casa dos Mistérios (2008)

Casa dos Mistérios, de Bill WillinghamMathew Sturges e Luca Rossi, é um nova roupagem para a clássica série de terror da Vertigo de mesmo nome, estreiando em 2008 nos EUA.  A Casa, que dá nome a HQ, seria um ponto de encontro entre as diversas linhas tecidas pelo universo, onde viajantes poderiam passar seus dias e contar suas histórias como forma de pagamento para a estadia. O problema é que alguns dos personagens simplismente não conseguem deixar o local, enquanto outros transitam livremente. Além disso, estranhos acontecimentos levam a crer que a casa está viva, personificada entre eles.
O forte da série fica a cargo das inúmeras possibilidades do Sonhar, o universo de Sandman. Como exemplo, o proprietário da Casa é um dos personagens clássicos mais interessantes.  O suspense criado por Bill e Mathew sobre a protagonista (aparentemente) indefesa Fig Keele, seu misterioso e irritante pai, e seu par romântico que esconde muito mais do que imagina, é o que prende os leitores acompanhando este título.  O roteirista principal Matthew Sturges também esconde seus próprios propósitos com a família Keele, muitas vezes assinando seus trabalhos usando um pseudônimo composto por este sobrenome.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sandman

São muitos os nomes porque é conhecido: Sonho, Oneiros, Kai'ckul, Sandman, ou simplesmente Morpheus. Ele é o senhor dos sonhos, um dos Endless que existem desde os primórdios dos tempos. Enquanto houver vida, há sonho e enquanto houver sonho haverá um Sandman.
Antes de continuar penso que vale a pena referir quem são os perpétuos. Estamos a falar de 7 seres que personificam 7 aspectos da vida, todos começados pela letra D (em inglês). Por ordem de criação temos: Destino (porque tudo está traçado de início); Death; Dream ("o homem quando nasce tem primeiro a possibilidade de morrer do que de sonhar); Destruição; Desejo; Desespero e Delirio (que mais tarde se tornaria em Delirium).
Esta história tem início com a captura de Morpheus por parte de uns magos que procuravam encarcerar a sua irmã mais velha, a Morte. Quando Morpheus se conseguiu libertar, passados 70 anos, foi encontrar a sua dimensão do Sonho completamente devastada. É tempo de consertar as coisas, o que Morpheus não tem noção de imediato é que durante o tempo em que esteve preso, mudou. Podemos dizer que sempre se esforçou por ser relativamente justo na sua dimensão, mas ao longo da sua vida foi várias vezes cruel e egoista, está na altura de mudar isso.
"The Sandman" é uma das obras-primas da BD é sem dúvida alguma uma das sagas porque tenho mais carinho. São 10 livros compilados (ou 4 em formato Absolute) onde uma história está muito bem construída do início ao fim, aqui tudo é relevante. Ao longo do caminho são-nos mostradas também várias histórias ligadas aos sonhos e que não fazem necessáriamente parte da trama principal. Sei que como investimento custa, mas vale tanto a pena, eu nunca me canso de dar elogios a esta obra que saiu da mente de Neil Gaiman que foi desenhada por tantos e tantos artistas, entre os quais deixo os primeiros: Sam Kieth e Mike Dringenberg.
Desde o seu término ainda saíram mais dois livros, um deles em prosa/ilustrado que recentemente foi adaptado a BD (Dream Hunters) e o Endless Nights onde 7 desenhadores foram convidados para desenhar cada um uma história dedicada a um Endless diferente.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lucifer

 É evidente que a DC Comics já tinha utilizado o Diabo como personagem antes, mas esta abordagem em particular surge inteiramente da mente de Neil Gaiman que tirou influências da obra "Paradise Lost" de John Milton. A pedido do autor Lucifer foi desenhado para se assemelhar a David Bowie.
O seu carisma é tão grande que apesar das curtas aparições sempre se destacou como um dos personagens mais fortes em "The Sandman" e na opinião do seu criador um que merecia definitivamente a sua própria série, algo que a início enfrentou sérias dificuldades, pois aliado ao receio de editar uma série sobre o Diabo, o facto de o quartel-geral da DC estar situado na 666 fifth avenue não ajudava. Eventualmente a série arrancou e a árdua tarefa calhou a Mike Carey.
A primeira vez que Morningstar nos foi apresentado, encontrava-se a governar o Inferno juntamente com os demónios Beelzebub e Azazel. A ideia de o Inferno ser governado por um triunvirato foi imposta pela DC na altura e não uma escolha do autor que era contra. No entanto Gaiman sempre deu a entender, claramente, quem dos três era aquele que tinha sempre a última palavra e nesse sentido não há margem para dúvidas, o senhor do Inferno era Lucifer "The Lightbringer".
Como disse as suas aparições na obra-prima de Gaiman foram poucas mas sempre excepcionais, quem não delirou com a história de "Seasons of Mists"? Nesta história Lucifer abandona o Inferno pedindo a Morpheus (os seus destinos estão mesmo cruzados) que lhe corte as asas, e mudando-se para Los Angeles (a cidade dos anjos) onde acaba por abrir um bar de nome "Lux".
Adoro a forma como Gaiman desenvolveu o personagem e mesmo em "Murder Mysteries" que não tem ligação com "Sandman" podemos sentir que o diabo é o mesmo.
Quando Mike Carey pegou neste desafio, notaram-se diferenças, principalmente quando se introduz o arcanjo Michael, mas o autor tinha uma tarefa complicada, criar um arco sobre um dos personagens mais poderosos da criação e pessoalmente acho que fez um bom trabalho.
 O livro é bom mas fica já o aviso que a história melhor em volumes posteriores.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Morte, a irmã do Sonho

Nas histórias de Sandman, a Morte é a irmã mais velha de Morpheus, o Sonho. Os dois fazem parte da família dos Perpétuos, que acompanham a humanidade eternamente. A personagem é diferente de tudo o que se esperava: é divertida, carinhosa e gentil. Adora as pessoas e se preocupa com elas. Morte é um milhão de vezes mais sensível que o próprio Sonho, explica Gaiman. De fato, ela é um contraponto ao melancólico Morpheus - o que garantiu à personagem um sucesso imediato.
Além de agradar em cheio os leitores de Sandman, Morte é uma excelente indicação para todos os que se interessam por mitologia, literatura de fantasia e histórias de humor.
Morte se encontra com cada mortal duas vezes em sua vida: no nascimento, e na morte. Ela está fadada a ser o último ser a existir.


Uma vez a cada cem anos ela passa um dia como mortal ao fim do qual ela inevitavelmente morre, para ter melhor compreensão da sua missão.
Morte parece sempre ser o perpétuo mais otimista e bem humorado (exceto por Desejo, talvez) ao contrário de seu irmão mais novo, sempre mórbido e melancólico. Ela sempre se veste com roupas góticas e carrega um colar na forma de Ankh, ironicamente o símbolo egípcio da vida. Tem cabelos negros, e pele muito pálida (essa última é característica comum a todos os perpétuos).